Registros de Longevos: Quer saber quem eu sou?

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Olá Fabrício, primeiro quero lhe dar os parabéns pela iniciativa. Sou Joana Silva da cidade Macapá e tenho 75 anos e 4 filhos, fui professora desde os vinte anos, sou viúva e hoje tenho um namorado e nos damos muito bem. O sonho da minha mãe e do meu pai era ter uma professora na família, dos 6 filhos eu fui a única que fez licenciatura. Sempre gostei de ler e ensinar, quando era mais jovem eu ensinava aos meus irmãos as disciplinas que eles tinham dificuldades. Trabalhei a vida toda como educadora e acho que a educação é a porta do universo para as pessoas, ao saber ler podemos viajar o mundo sem sair de casa. Tenho muitas saudades dos meus alunos e de minha atividade, mais o tempo passa e o corpo pede descanso. Só lhe digo uma coisa eu plantei sementes que hoje são árvores dignas de orgulho.

Meu nome é Maria dos Santos de Belo Horizonte, tenho 67 anos e 3 filhos, cuido do meu esposo que teve um AVC e sou aposentada. Trabalhei a vida toda como funcionária pública. Meu esposo era marceneiro e trabalhou até ter o AVC. Casamos muito jovem e temos 57 anos de casados, a minha história é para falar de mim como profissional e dizer que existem profissionais e profissionais, muitas pessoas falam mal do funcionário público, eu sempre levei a sério, as pessoas me respeitavam muito pela dedicação e o comprometimento que eu tinha no trabalho. Nunca deixei ninguém sair da minha mesa sem resposta ou com dúvidas, era muito conhecida na cidade pelo amor que eu tinha a minha função. Hoje meu filhos são casados e moro só com meu marido, devido as obrigações de cuidado com uma cuidadora ao dia, pois suas limitações são muitas e devido a minha idade não dou conta só, mais faço o possível para está presente, e que ele perceber que meu amor por ele é eterno.

Querido Fabrício não lhe conheço pessoalmente, mas já tenho um amor por ti, meu nome é Helena furtado, moro em São Paulo e sou viúva há 15 anos, fui casada com um homem maravilhoso, sempre me respeitou e criamos nossos 5 filhos com muito muito amor. Amo sair e dançar, frequento danceterias e adoro músicas, sou bancária aposentada, mais antes do banco fui babá de 5 crianças e nas horas vagas eu estudava para o concurso público, não queria viver a vida toda sendo babá, sei que é uma profissão digna e de respeito, mais sempre quis crescer na vida. Minha vida foi maravilhosa, namorei muito, e a vida sempre me vez sorrir, por mais que o mundo estivesse desabando, sou muito otimista. Assim é minha vida feliz e plena sempre e todos os dias.

Psicólogo Fabrício, sou Shara Philepe de Roma, tenho 72 anos e não domino muito o português, meu filho que me ajudou ele é formando em relações exteriores, sigo seu trabalho a muito tempo, sou sua fã. Minha história é maravilhosa, fui casada há 38 anos, depois que fiquei viúva me casei novamente e estou com meu amor há 25 anos. Sou artista plástica, desde crianças gosto de artes, meu primeiro quadro foi premiado na escola, então meus pais entenderam minha veia artística e investiram nos meus estudos, montei uma galeria depois de formada em artes, e meus quadros sempre foram sucessos. Quero pintar a vida toda, que Deus me der forças para eu exercer esse dom até meus últimos dias de vida, quando estou pintado viajo em um mundo só meu, sou realizada na vida, meus filhos e meus netos são a razão do meu viver. Arte será o chão que meus passos iram pisar até minha partida. Beijos no coração.

Oi sou Joana Bezerra de Niterói – RJ, tenho 80 anos, sou casada há 67 anos com o amor da minha vida. Sou dentista aposentada e meu esposo também era dentista, nos conhecemos na faculdade, estudávamos na mesma classe e éramos vizinhos de mesas, ele me conquistou me ensinado nas dificuldades que eu tinha. Depois de 5 meses de nossa formatura nos casamos e montamos nosso consultório ele atendia só homens pela manhã e a tarde eu atendia as mulheres, e assim com muito respeito um pelo outro construímos nossa família de 6 filhos, 4 se tornaram dentistas e dois engenheiros. Somos muitos ativos, as pessoas acham que temos 70 anos, sempre nos cuidamos e isso impactou em nossa velhice, os estudos mostram que tudo que fizermos lá na frente o corpo irá reagir. Portanto essa é nossa história dos adolescentes que se conheceram na faculdade de odontologia e foi amor a primeira vista, um amor verdadeiro e amigo, que até hoje é nossa razão de viver, um pelo outro.

Fabrício tudo bem, meu nome é dona Lídia Pereira, tenho 67 anos e sou de Ouro Preto – Minas Gerias, da cidade do Alejadinho. Nunca casei, sempre fui independente desde minha infância quando os meus pais morreram de uma doença chamada tuberculose. Eu adolescente já comecei a fazer o papel de pai e mais para meus dois irmãos mais novos. Tomei a frente da padaria de meu pai, e assim o tempo passou, meus irmãos casaram e quando me vi já tinha 50 anos sem ninguém, acredito que o trabalho consumiu 90 por cento de minha vida, eu não tinha tempo pra pensar em namoro, mais criei uma funcionária da padaria como se fosse minha filha, tirei ela de uma abrigo e adotei, hoje ela casou tem dois filhos e me chamam de vó, sou muito feliz, estou passando aos poucos as atividades de meu trabalho para e dois sobrinhos, quero descansar um pouco, viajar e curtir o tempo que ainda tenho de vida. Pretendo viajar para alguns países e também conhecer a paraíba e lhe dar um grande abraço, parabéns pelo seu trabalho, um beijo grande.  

 

 

 

Oi Fabrício, sou Ana dos Santos, tenho 68 anos e moro em Sergipe, sou casada há 34 anos e tenho quatro filho e oito netos que é minha maior felicidade. Minha vida foi muito simples na roça, porém muito bem aproveitada. Eu brincava com os animais, pulava corda, andava de carroça, tinha muitos amigos verdadeiros, a alimentação era muito natural e sadia. Estudei e realizei meu sonho de ser professora, ministrei aulas até aposentar e hoje meu maior prazer é ser professora voluntária de crianças com aulas de reforço. Obrigado por ler minha história de vida.

 

Fabrício tudo bem, sou Joana Santos, moro no Rio de Janeiro mais nasci em Belém do Pará, vim para o Rio de Janeiro muito pequena com meus pais a procura de uma vida melhor. No começo não foi fácil e sofremos muito, depois de muita luta é que meu pai consegui um emprego concursado na Petrobras e assim nossa vida começou a mudar, saímos da periferia e fomos morar em Botafogo, nossa saída não foi por preconceito do lugar, mais meu pai tinha medo que algo acontecesse comigo chegando do colégio muito tarde da noite, e ele se preocupava muito comigo por ser sua filha única. Nos fins de semana sempre ia visitar meus antigos vizinhos na periferia pois eles nos deram até comida quando não tínhamos nada para comer, e eram especiais. Em seguida eu casei com um amigo do meu pai e minha vida mudou muito, mais sempre ajudei meus antigos vizinhos com cestas básicas e remédios quando precisavam. Estudei e me tornei médica, um sonho que meu pai tinha, pena que no meu doutorado ele já tinha partido, mais sentir a presença dele no dia do meu juramento profissional. Hoje tenho 74 anos, sou médica aposentada, tenho três filhas e dois netos, sou muito feliz e nunca esqueci de minhas origens, acredito que a empatia me faz uma pessoa melhor e diferente. Abraços.

 

Olá meu querido Fabrício primeiro quero dar meus parabéns pela iniciativa, minha história é tão marcante, por isso fico feliz em registrar em seu blog. Sou Maria Souza do Amapá, tenho 68 anos, sou viúva há dois anos e fui casada com meu grande parceiro e amigo por quarenta anos. Meus pais eram muito rígidos e não gostava do trabalho do meu marido na época bicheiro (dono de jogos de azar). Nosso namoro era as escondidas, tive que criar muitas mentiras por amor, e quando me dei conta estava grávida do meu primeiro filho, tivemos que fugir na madrugada para outro estado para viver nosso amor. Em Manaus casamos e construímos nossa vida, eu me graduei em Assistente Social e trabalhei por trinta anos na prefeitura, hoje sou aposentada e tenho dois filhos e um neto. Sinto muito a falta do meu esposo, mais foram tantos momentos bons em nossas vidas que preenchem esse vazio da sua ausência. Meus pais aceitaram nossa união depois de muitos anos, então lhe digo tudo foi resolvido em nossas vidas. Meu esposo sai da profissão que tinha, e foi trabalhar em um posto de gasolina, trabalhou lá a vida toda seu único emprego até aposentar. Então Fabrício nossa vida foi uma linda história de amor, deixar minha casa e os luxos que tinha para viver uma grande paixão. Beijos no coração.

Olá Fabrício sou Ana Souza, queria contar minha vida, sou paraibana do interior, uma cidade chamada Monteiro, mais moro há muitos anos no Rio de Janeiro, vim para a capital com meus vinte anos de idade, claro que minha vinda foi escondida dos meus pais, eles tinham medo da cidade grande e eu queria ser independente por isso nunca me casei, acho que casamento não foi para minha pessoa que sempre gostei de privacidade. Tenho 70 anos, e meus filhos adotivos são meus sobrinhos, dou a eles todos amor possível. Também amos os filhos deles e digo que sou uma avó postiça. Sempre gostei de estudar, estudei administração e trabalhei em grandes empresas até chegar o dia de meu descanso, aposentei e hoje só curto a vida. Já teve momentos que eu tinha três namorados ao mesmo tempo e era difícil enrolar eles para cada dia sair com um. Pratico esportes e muitos dizem que tenho cinquenta anos, nunca menti sobre a idade, acredito que quando falo incentiva as pessoas a se cuidarem mais de sua própria saúde. Hoje estou com um namorado ele tem 71 anos e gosta muito de mim, quero morar comigo, mais continuo com o mesmo pensamento de viver só, se caso eu mudar de opinião ele terá que seguir minhas regras se me amar de verdade. Beijos

Oi Fabrício meu nome é Julia Morais e tenho 68 anos, sou casada há cinquenta anos com o amor da minha vida, aos dezoito anos me casei e minha história é muito linda. Fiquei longe dos meus pais muitos anos depois que casei, porque meu marido tinha que trabalhava em uma empresa aérea. Estudei muito e também comecei a trabalhar com ele, virei aeromoça e amava o trabalho até que um dia nos aposentamos e vivemos hoje par aos filhos e netos que é nossa alegria de viver. Já moramos em muitos países e hoje estamos morando em Nice há vinte anos, uma cidade no sul da França. Daqui acompanho seu e fiquei muito feliz em colocar minha história em seu blog. Estamos em casa, nesse momento tão crítico, porém nãos nos deixamos de reinventar eu e meu marido, fazemos exercícios em casa mesmo, brincamos de inventar comidas diferentes, e sempre paramos para ver e rever nossos vinte seis álbuns de fotos da época que ainda mandávamos revelar. Essa parte é a que mais gosto pois conheci muitos lugares devido ao meu trabalho e uma garota nascida em um interior de São Paulo ter rodado o mundo é muita satisfação. Nasci em Jundiaí e só tenho lembranças boas desse lugar que há vinte cinco anos não visito, saudades da família que lá ficou, saudades das ruas, dos campos e dos bons tempos. E assim é minha história de muitas viagens e muito amor com meu querido esposo. Abraços.

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